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Como escolher um advogado para curatela: um olhar técnico, humano e multidisciplinar

Como escolher um advogado para curatela: um olhar técnico, humano e multidisciplinar

Como escolher um advogado para curatela: um olhar técnico, humano e multidisciplinar

A decisão de ingressar com uma ação de curatela costuma surgir em um momento sensível da vida familiar. Em regra, envolve idosos, pessoas com doenças degenerativas, transtornos mentais ou limitações cognitivas que comprometem a capacidade de gerir a própria vida patrimonial e negocial. Nesse contexto, escolher um advogado para curatela não é apenas uma decisão jurídica, mas uma escolha que impacta diretamente a proteção da pessoa vulnerável, a segurança do patrimônio e o equilíbrio das relações familiares.

A curatela é uma medida judicial excepcional e deve ser aplicada de forma proporcional, limitada e fundamentada. Diferentemente do que muitos imaginam, ela não retira direitos de forma automática nem pode ser tratada como um procedimento padrão. Cada caso exige análise individualizada, prova técnica adequada e uma estratégia jurídica construída a partir da realidade concreta da pessoa a ser protegida. Por isso, a atuação do advogado precisa ir além do conhecimento teórico do direito civil e processual.

Um dos pontos centrais na escolha do advogado para curatela é a adoção de uma abordagem multidisciplinar. A curatela envolve, necessariamente, a interpretação de laudos médicos, diagnósticos, códigos CID, relatórios clínicos e avaliações funcionais. Exige compreensão mínima sobre a progressão de doenças, limitações cognitivas, autonomia residual e impactos psicológicos da medida. Além disso, demanda sensibilidade para lidar com o contexto familiar, muitas vezes marcado por conflitos, inseguranças e divergências entre parentes.

O advogado que atua com curatela precisa dialogar com profissionais da saúde, compreender o papel do serviço social e articular essas informações com o ordenamento jurídico, especialmente com o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Essa integração é fundamental para formular pedidos proporcionais, evitar curatelas excessivas e preservar, sempre que possível, a autonomia da pessoa curatelada. Curatelas amplas e mal fundamentadas podem gerar indeferimentos, questionamentos do Ministério Público, nulidades processuais e conflitos familiares desnecessários.

Outro aspecto relevante é a experiência prática do advogado na condução de ações de curatela. A vivência cotidiana com esse tipo de processo permite compreender as exigências do Judiciário, os critérios adotados pelos magistrados, a atuação do Ministério Público e as particularidades da curatela provisória, da prestação de contas anual e dos pedidos de alvará judicial. A curatela não se encerra com a sentença; ela se prolonga no tempo e exige acompanhamento contínuo, responsabilidade e organização.

A forma como o advogado se comunica com a família também é determinante. Um profissional preparado explica o processo de maneira clara, sem excesso de tecnicismo, orienta sobre os deveres do curador, esclarece quais atos dependem de autorização judicial e deixa transparentes os limites da atuação. Promessas irreais, soluções simplistas ou falta de alinhamento inicial costumam resultar em frustrações e problemas futuros.

Transparência quanto a prazos, custos, honorários e responsabilidades é outro elemento essencial. A curatela envolve despesas processuais, obrigações periódicas e, muitas vezes, decisões patrimoniais relevantes. O advogado deve oferecer previsibilidade e segurança, permitindo que a família compreenda o alcance da medida e atue de forma regular perante o Judiciário.

A curatela moderna tem como objetivo central a proteção da pessoa vulnerável com respeito à sua dignidade. Não se trata de controle absoluto, mas de uma ferramenta jurídica para garantir segurança, evitar abusos e assegurar que decisões patrimoniais e negociais sejam tomadas no melhor interesse do curatelado. O papel do advogado é equilibrar técnica jurídica, sensibilidade humana e visão estratégica.

Escolher um advogado para curatela é, portanto, escolher quem irá zelar juridicamente por outra pessoa, muitas vezes por um longo período. Profissionais com atuação especializada, abordagem multidisciplinar, experiência prática e comunicação responsável são essenciais para que a curatela cumpra sua finalidade de forma segura, proporcional e juridicamente sólida.

Advogado de Curatela em Porto Alegre

Dr. Curatela | Guilherme de Castro Perussolo

mais de 10 anos de experiência em ações de interdição e curatela, Guilherme de Castro Perussolo já atuou não apenas como advogado de partes em processos de curatela, mas também como curador dativo nomeado pela Vara de Curatelas de Porto Alegre e curador de pessoas interditadas, demonstrando profundo conhecimento técnico e sensibilidade jurídica para lidar com questões que envolvem a proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade.


Há mais de 10 anos atuando em casos de Curatela e Interdição em Porto Alegre


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